• Posted by : Lízi 15 de mar de 2015

    Oi galera, Kisstherain aqui para os da page do facebook, Lízi para os que já conhecem, guria que gosta mais de ler do que de ver anime para os que não conhecem ou apenas a chata do mangá. Hoje eu veio até vocês falar sobre uma coisa de biblioteconomia...e mangá!

    Mas o que diabos é biblioteconomia que eu tanto falo? É uma ciência da informação ué, aprendemos sobre bibliotecas, arquivos, banco de dados, restauração, contação de história, e um monte de coisas e siglas loucas que iria explodir a cabeça de vocês (se enrola nosso cérebro enquanto a gente estuda, imagina vocês ‘-‘). Somos importantes, somos fodas, somos mensageiros do supremo livro e – não, relaxa, somos intermediários entre você aí perdido e o magnifico mundo infinito da informação. Mas seria legal se fosse que nem na série the librarians K

    Let me guide you~

    A biblioteconomia tem leis, mas não é um código penal, não tema! Não vou te fazer ler 500 páginas com 10 milhões de parágrafos (não sei se considero isso um exagero mesmo).

    Shiyali Ramamrita Ranganathan
    Um dia um cara indiano, depois de muito vagar por bibliotecas por aí, notou que as coisas precisavam mudar! Acorrentar livros e fazer da biblioteca uma masmorra com 90% do lado divertido do acervo fechado pra sempre não era o canal, não dava muita popularidade pra biblioteca e também não era nada correto. Um local tão importante devia fazer uns ajustes, então o cara fez muitos artigos e muitos estudos e outros estudiosos também meteram o dedo e deram sua opinião e coisa vai coisa vem, surgiram os cinco princípios da biblioteca, da biblioteconomia!  Esse cara se chama Ranganathan e era um professor de matemática interessado em biblioteconomia, que também cursou, na Inglaterra. E como aplicar aos mangás? Bom, use sua imaginação e sente aqui comigo que eu vou te mostrar.





    As leis de Ranganathan

    1. Os livros são para serem lidos - o livro é um meio que impulsiona o conhecimento. E podemos observar a importância de uma biblioteca na seguinte frase: "quem tem informação, tem poder". Aponta para o livro como um meio e não como tendo um fim em si mesmo. Em relação as bibliotecas de nada adianta tê-las cheias de livros senão se dá o acesso a informação. Por isso, essa afirmativa de Ranganathan se perpetua até os dias de hoje.

    Relação com o mangá: Todos os mangás são para serem lidos, eles são o meio que impulsa o conhecimento, o entretenimento e a imaginação. Nenhum mangá serve para ser apenas mantido empilhado no seu quarto ou na loja sem nenhuma atenção, todos precisam ter acesso a ele. Também, não se descrimina um mangá pelo seu gosto pessoal, vamos ver isso mais a frente.

    2. Para todo leitor, seu livro - o bibliotecário deve fazer o estudo dos usuários, observando a clientela para preparar o acervo. Aponta para a seleção de acordo com o perfil do usuário.

    Relação com o mangá: Mangá é um tipo de literatura que exige um bom estudo do perfil do usuário. Quem é o usuário? Quem lê mangá. Quem é que tem que estudar ele? Quem lê mangá! “Mas como assim criatura?”. Não temos –ainda- bibliotecas de mangás ou com um acervo muito vasto deles, então quem é fã desse tipo de leitura precisa também aprender a fazer uma leitura da pessoa, por isso se fazem perguntas e se conversa um pouco sobre seus gostos e preferência, pois como qualquer leitura, o mangá tem tantos gêneros quanto eu posso contar. Numa biblioteca, cabe ao bibliotecário e técnico e quem mais precisar fazer isso, bancar o CSI no usuário, ou pode acabar dando pra uma pessoa que gosta de ação e morte, um mangá shoujo bobinho que não vai atraí-lo.

    Não existe um mangá errado, só um mangá mal indicado para uma pessoa. Só que uma pessoa não gosta só de uma coisa, muitas vezes e principalmente quando se fala de mangás, uma coisa é umas dez. Pode ser um shoujo dramático com ação, isso existe, o foco pode ser tudo junto e misturado e aquele autor ali que só faz hentai, aparece com um seinen também! A busca precisa ser muito mais cuidadosa e muito mais precisa. Quando for indicar um mangá para o amigo, não indique algo só porque tu gostou, pense no que o amigo gosta e procurem na internet ou numa loja algo apropriado para os gostos e expectativas dele.

    3. Para todo livro, seu leitor - refere-se a disseminação da informação, em que se deve divulgar os livros existentes em cada biblioteca. Aponta para a importância da divulgação do livro, sua disseminação, antecipando a estética da recepção.

    Relação com o mangá: parece com o número dois também, é a mesma base do meu ponto de vista. Tu tem que abrir o leque de opções e ajudar o usuário a encontrar o mangá que fecha com ele, que simpatiza com ele, ou aquela leitura que é necessária nesse ponto da vida dele, sem discriminar (por exemplo tu não indicar naruto porque tu não gosta e não acha apropriado pra qualquer ser pensante, mas tu tem que fazer isso, sem falar mal dele, pois não cabe a ti decidir o que os outros podem ou não ler).

    4. Poupe o tempo do leitor - a arrumação e catalogação dos documentos diminui o tempo necessário para encontrar a informação desejada. Aponta para o livre acesso às estantes, o serviço de referência e a simplificação dos processos técnicos.

    Relação com o mangá: Essa vai para as lojas e sites de leitura online, ou sites de compra online. Organizar os seus documentos é vital, ou você vai querer perder duas horas procurando alguma coisa que começava com H no meio de um monte de coisas que começa com Z? É preciso pensar no leitor, ele não tem a obrigação de procurar infinitamente um mangá, ele tem que achar rápido seja procurando por autor, ilustrador, gênero ou tema.

    5. Uma biblioteca é um organismo em constante crescimento - o bibliotecário deve controlar esse crescimento, verificando qual a informação que está sendo usada, através de estatísticas da consulta e empréstimo. Decorre da explosão bibliográfica que exige atualização das coleções e previsão do crescimento da área ocupada pela biblioteca.

    Relação com mangá: Se a minha professora de técnicas ler isso ela vai achar melhor que o meu trabalho sobre análise das leis, pois, sou uma pessoa muito direta e reta, mas aqui nesse princípio eu vou aplicar uma coisa chamada: imaginação.

    Não temos mangátecas, talvez logo a gente tenha, mas então eu diria que esse princípio deve ser seguido a risca como ele foi escrito ali, mas no momento quem é a biblioteca de mangás? Quem tem o acervo? Nós, na nossa cabecinha, temos uma graaande biblioteca que se expande conforme nosso desejo. Nós lemos aqui e ali e juntamos informações, nosso cérebro é lindo e ele faz um serviço de catalogação e referência impecável, com o que nós vivemos e lemos e claro, assistimos também, criamos uma rede de conhecimento, um organismo em constante expansão, desde que, nunca paremos de ler. Quando aquele amigo fala do anime X, logo te vem alguma outra coisa parecida na cabeça e tu larga um “ah eu vi esse, mas o anime Y também é legal tu devia ver.” Ou quando alguém pergunta “alguém conhece um anime tipo mirai nikki” e 20, 30 respostas aparecem! Nem sempre todo mundo acerta, mas isso é um catalogo de referências bem no nossos cérebro. Nós somos a biblioteca no momento, temos uma ferramenta preciosa.

    A sua indicação de mangá ou anime, se for mal feita ou tu não souber fazer, pode matar um leitor como com qualquer outro livro. Uma vida literária não é menos importante que a vida em si, pois, o que é a vida sem tudo que a leitura nos desperta? Não só a leitura, não esqueçam que apesar de eu não gostar muito de animes, eu os assisto.

    Então galera, pensem duas vezes antes de indicarem algo, não discriminem uma obra só porque não gostam, nem falem que não gosta! Deixa a pessoa descobrir sozinha o que ela gosta ou não, só dê uma mãozinha amiga.


    Esses princípios da biblioteconomia servem tanto dentro quanto fora dela, servem pro gerenciamento de uma biblioteca e do nosso cérebro também. Espero que esse texto traga muitas coisas boas e esclarecimentos para todos que o leram. Qualquer dúvida ou comentário, faça sem medo aqui por favor!

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